segunda-feira, setembro 18, 2006

FIM

sexta-feira, setembro 15, 2006

Lágrima...




Tatuei o teu rosto,
Lambi a tua lágrima,
E desci ao fundo do fundo,
Onde tudo é nada.
Subi os teus cabelos,
Abracei os teus lábios…
Percorri as tuas encostas,
Até morrer mudo!
Contei a minha história,
Mergulhei nos teus olhos,
Subi aos teus cumes,
E voei no teu mundo…
Beijei os teus pés… Delicados,
Arranhei as tuas costas,
Perfurei o teu espaço…
Atei-me em mim de ti!
Provei a tua saliva…
Engoli para te trazer comigo.
Dos teus dedos fiz anéis,
Entrelacei cada um nos meus,
E espalhei a notícia…
Das pernas fiz pontes,
Dos braços estradas…
Da língua um sonho,
Do teu sexo o infinito…
Guardei a tua voz numa caixa,
Solto o teu eco em mim,
Rasgo a razão…
Perco-me!
És o fundo da lágrima… Lambida!
E o rosto do meu tudo vazio,
Cheio de nada… Completo de ti!
Como na música…
“Onde estiveres… Eu estou…
Onde tu fores… Eu vou!”

Ares

quinta-feira, agosto 31, 2006

Na espera...























Silêncios turbulentos
Provocam dúvidas...
Razões desencontradas
Promovem afastamentos...
Vidas similares
Traçam caminhos...
Ausências físicas
Não fazem amor...
Tudo isto num retrato
Faz a imagem negra
Aspectos negativos
De vivências...
A espera por atitudes
Faz dos intervenientes
A causa justa...
As teias do tempo
Urdidas por angustia
Escondem orvalhos salgados...
Será o nascer a deficiência
Talvez o sol seja culpado
A esperança de luz
Reflecte sonhos...
Sonhos feitos de aros tatuados
Que teimam em não sair
Ou serão pesadelos
Feitos no crepúsculo do dia...
Quero ouvir o grito!!!

Afrodite

sábado, agosto 19, 2006

És tu!




Vestes-me de negro…
O nosso tempo é o momento,
Onde os olhares se cruzam,
E o sabor da tua língua se mostra.
Gostamos do preto…
Do camuflado das nossas vestes,
Misturamos os poros,
Entregamos os sentidos,
Vivemos a respirar do outro.
Quero crescer contigo,
Que me ensines o caminho,
E me leves as palavras…
Ontem senti o corpo tremer,
A sensação de angústia fez-me febre,
O poder podre, de me sentir vazio,
Despiu-me o coração de ilusões…
Não vivo sem ti…
És o trilho da vida,
A fonte do meu destino…
Sou teu!
Parei de poder avançar,
Não ando, já não consigo…
Desisti de respirar,
Vivo por te ter!
Hoje sinto que ainda oscilo…
A febre de não te ver não passa,
O vazio perdura num beijo,

E o desejo... ÉS TU!




Ares

sábado, agosto 12, 2006

Parabéns














Assim te vejo hoje...
Numa data marcada
Onde o sorriso revela
A tua existência
Os dias passam
Fazendo a soma de vários anos
E neste ano
Para mim tão especial
Apareceste tu...
Uma esperança de vida
Um ar fresco
O meu mar
E todo um sentido real
Fazendo do futuro
Algo que nunca pensei
Tu...
Hoje... agora
Mostro ao mundo
Através das letras
O quanto és importante
Na minha vida
E quero-te sempre nela
Hoje... no dia que nasceste
Digo-te...
You are my... sweet thing…


Afrodite

quinta-feira, agosto 03, 2006

O teu beijo...

















Dormia no profundo descanso
Ou estaria acordada na espera
Senti o cheiro do desejo
Manifestado no toque
Que me despertou
Sonolenta vi o sonho real
Entre letras ternas
Invadir o meu corpo adormecido
O beijo... teu... único
Sensação quente
Envolvente
Que me deixa ausente
Apagando tudo...
O teu beijo
Composto de tudo
Faz do meu nada
Verter a lava
Que escondo de ti...
Queria-te tanto... ali
Sem som
Sem tempo
Sem vida
Tu... o precioso néctar
Lustrado na luxúria
Despido para mim
No mais puro delírio real
O teu beijo...
Mata-me.............


Afrodite

terça-feira, julho 25, 2006

Juntos…






Sentes-me por perto?
Sentes que tento enroscar-me…
Ser teu mesmo de mansinho.
Sem dares por nada… Intrometido!
Notas o meu sorriso?
As covinhas que faço no rosto…
O brilho de te ver em frente a mim!
Estou nostálgico…
Queria sentir o teu calor,
Perder-me num mundo nosso…
Sabes… Querida…
Perco horas a olhar o horizonte,
A ver como corres ao longe,
Sempre destemida de mim…
Gosto quando olhas para trás,
Igual a criança mimada…
E te voltas a perder.
Dá-me a mão, entrelaça os dedos,
Aperta um bocadinho…
E vamos!
Descalços na areia fina.
Somos a paisagem,
O vento, os rochedos, a praia,
Juntos somos o mar salgado,
As ondas, as conchas e o paredão…
Juntos somos a estrela-do-mar,
A criança e o castelo de areia…
Juntos somos tudo…
No meio do nosso nada.
Ainda choro, choro por nada,
Choro por querer tudo,
Mesmo vazio de nunca ter tido nada!




Ares

sábado, julho 22, 2006

Sorrir de novo...















Embrulhei as lágrimas
Na esperança do novo sorriso
Senti o compasso do ar
Penetrar o meu corpo
Como se me acordasse
De um pesadelo
Ou apagasse a tua ausência
Olhei o vazio do olhar
No reflexo a imagem eras tu
Sempre tu...
As horas entrelaçadas
Fazem do tempo
Um dia infinito...
Hoje as palavras são vazias
Quase não as encontro
Para dizer o que sinto
Fecho os olhos
Sinto a lembrança
Abro os olhos vejo-te a ti
Sonho acordada nas palavras
No desejo do fruto
Do dia que vira...


Afrodite

sábado, julho 15, 2006

Sem caminho...





















Caminhos fáceis
Serão ou não...
A opção foi feita,
Ergue a tua cabeça
E não uses palavras
Não justifiques atitudes
A tua força vence...
Sem lirismos
Sou apenas eu
Revestida por letras
Onde cada palavra unida
Despem o meu pensamento...
És forte...
Buscas o teu conforto
Naquilo que te preenche
Sabes como sobreviver
Eu...
No meu canto escondida
Nada revelo
Assisto putrefacta
Ao ritmo das tuas estocadas...
Não te escondas como um menino
O homem cresceu
Nada é como um desejo
Os sonhos não existem
Mas...
Tudo é a minha visão
Talvez sem nexo
Num estado real ...
O meu tempo esgotou o limite
Nada e o tudo
Tudo e o nada
“Deixaste-me nu na estrada.”
A estrada...
Perdia-a à muito tempo
Tanto tempo...



Afrodite
Já morri...

De lirismo ando farto!
Hoje odeio tudo em que toco…
Sinto-me sem pele, o mesmo
Do passado decadente.
Chamei, chorei, pedi, fui…
Não vejo razões onde não abraço,
E corto ainda mais os pulsos…
Ando depressivo, isolado do tempo!
Morro aos bocados… e gosto!
Vivo para morrer a cada dia,
Esqueço a música as letras,
As rimas e as estrofes!
Carrego corpos e sexos,
Mulheres nuas que me saciam,
Mulheres rebeldes que me curam…
Curam-me enquanto se dão,
Enquanto me dou!
Já me sinto com um pé lá…
Onde vou arder em lume brando,
Para sentir nas entranhas a dor.
Eu mereço toda a dor do mundo!
Ser esquartejado a sangue frio,
Sem anestesia, sem remissão!
Já me retratei, já fiz tudo…
Não quero o mar, nem posso!
É demasiado belo para um ser como eu.
Sem escrúpulos, nem sentimentos.
Não posso chamar por ti “querida”
Tu sabes que já não tenho forças,
O meu tempo passou, recaí…
Não podia pois não?
De joelhos te peço perdão…
Sei que te desiludi!
Segui o caminho mais fácil…
Talvez o teu caminho,
Talvez o nosso…



Ares

Na minha visão...





















A razão é crua
E tu sabes os motivos
Cego não alcanças
Deixas o sentir... vazio
Escondes o teu ego
No sangue que te dá vida...
A mão será sempre tua
Tímida no estado real
Magoada de uma vida escura...
Aceito cada bofetada
Sem um sorriso
Mas as lágrimas jamais secarás
Essas não me alimentam
Torturam o meu existir
Tatuando o meu rosto
Vai ... mergulha no mar
Faz da tua vida as ondas
O teu sorriso o vento
E o sol... brilhará
Ocultando os teus olhos
Dói...
Vou sempre sentir o guerreiro
Aquele que vejo em todo o lado
Fazes parte da minha visão
E isso nunca me poderás tirar...
Perdi a força
Ouço a música...
Por momentos acredito
Em cada palavra
Mas é apenas um refrão
Num texto feito para rimar
Que não me canso de ouvir...
Vai... faz das tuas batalhas
Orgias efémeras
E sangra-lhes o corpo
No tesão da tua raiva...
E nesses estados divinais
Ama-te...


Afrodite
Agora é tarde!

Deixaste-me nu na estrada.
Vi a tua sombra esconder o alcatrão,
Não me deste a mão…
Perdi a noção do espaço que não tenho!
Acordei no chão de um quarto escuro…
Não eras tu que me abraçavas!
A revolta de me drogar novamente arruína-me.
Tira-me o sono, tira-me a fome…
Só vejo corpos em cima do meu,
Mulheres que me consomem em sonhos,
Em noites de tormenta!
Já não reajo, apenas me deixo ir…
Colo o meu corpo a outro,
Passo horas assim… Sem vida!
A viver do oxigénio de alguém…
Hoje sou o meu passado!
Só há sexo no limite de mim…
Fumo, travo, injecto-me!
Penetro desenfreadamente,
E deixo-me ressacar…
Que puta é a ressaca!
Os tremores de não foder,
As contracções da pélvis,
Os espasmos constantes…
Sinto-me a morrer dia-a-dia.
Não consigo parar agora…
Agora não…
Agora já é tarde!
Já nem a música consigo ouvir!
Estou irremediavelmente perdido…
Só consigo estar encolhido,
Até o correr do sangue me incomoda,
As palpitações derrubam-me,
Tenho de sair e foder…
Xau…




Ares


sexta-feira, julho 14, 2006

Tu...
























Vi a tua sombra
O teu corpo desenhado no tempo
Imagem cravada no meu desejo...
Descobri a tua amante
Predadora do teu sexo
Onde lascivas letras
Testemunham o teu caminho
Rasgas a razão
Entregas-te perverso na luxuria
As tuas batalhas são fodas
Uma após a outra
Preenches o vazio
Saciando a carne viciada
Amas as formas
Lambes a loucura
Cravas o teu furor
Deixando a tua marca
Tal como um leão...
Assumes o teu império
Gloria da tua sabedoria
Triunfante caçador
Orgulhoso do vigor...
Eu... eu respiro-te
Sei onde está a tua cicatriz
A essência do guerreiro
O homem que só eu sei ver...


Afrodite

sábado, julho 01, 2006

Noites...

















De olhos fechados no delírio
Pulsando de desejo
Entregou-se...
Orgasmos sucessivos dispararam
Num incansável ritmo absorto...
O corpo de guerreiro
De lança erguida
Matava-se estocando ruidosamente
Na carne que se abria ...
Os ecos lascivos
Entoavam no Olimpo
Entregues... suavam como loucos
Numa luta sem limites
Obcecados pela luxúria...
Paralisavam o tempo
Quando fixavam o olhar ausente
A sensação do desejo
Apagava-se num dilúvio extasiante
Morriam juntos
Selados em fluidos
Arfando sorrisos cúmplices
Nas noites escondidos...


Afrodite

segunda-feira, junho 26, 2006

Molhados...





Na chuva és letal…
Abates-me as artérias sem pedires,
Comes-me os sentidos à revelia.
Despenteada… Molhada pela chuva,
Vestido branco… Dedo na boca…
Por entre a névoa…
Visualizo o teu string vermelho…
Entranhado… Tão teu!
Quente, intenso, contrastante com a chuva…
Fria e desconcertante!
Aproximo-me… Fugaz, decidido!
Vais ser minha… Aqui e agora!
Não há mundo, não há vida…
Só dois corpos, o banco daquele jardim,
E a chuva que escorre por entre os sexos…
Húmidos de desejo, lânguidos por se terem!
Quero-te de pé… No meu colo!
Quero sentir o teu peito contra o meu…
A tua língua contra a minha…
Tuas mãos contra as minhas costas,
Minhas contra as tuas nádegas!
Em silêncio, numa dança…
Somos tesão, leões do desejo…
Hoje o tempo não passa…
O dia não conta, os minutos não vivem…
Hoje só o teu sorriso cruza o horizonte,
Só o teu sexo me detêm,
Só as tuas mãos me seguram!
Faz-me vir assim…
Nas tuas asas, no fogo do teu corpo,
Nas profundezas do teu sexo!




Ares

segunda-feira, junho 19, 2006

O Sol morreu

















Perdida nas palavras
Seria algo fácil de suportar
Ver o infinito resumido
Por símbolos desenhados
No mais simples sentido lírico
Mas a sensação nula
De nada apaga a razão... tua
Sou a estátua quebrada
Ferida no peito
Sangro no tempo tempestades
Eu sei...
Arrastei-te no meu limbo
Sonhei a noite
Fiz dela eterna
E hoje no dia contemplo
O sol negro que não existe...
Mas existem as tuas palavras
Que gelaram as lágrimas
Ajoelharam-me no sentido
Sequei o corpo na raiva
Cosi a boca do sorriso
E agora...
Vivo...
Alimento-me do ar... resisto
Sinto o fel da atitude... minha
E tu
Nem o meu grito ouves...



Afrodite

sábado, junho 17, 2006



Eutanásia…





Acordei ao estalo…
Forçado pelo egoísmo mórbido,
Do meu corpo ausente… Derrubado!
Olho-me...
Obrigado por me teres mostrado o caminho,
Por me teres mostrado a merda que sou!
Ou a merda em que me tornei…
Cheguei ao mundo real,
Aos caminhos… Duros, puros,
E tão brutos!
Que sensações… Que emoções…
É bom sentir que sou uma merda!
Sentir que se afastam,
Que me deixam na corda bamba,
E olham-me…
Olham-me desenfreadamente,
À espera que tombe…
E eu… Eu no meu ateísmo baixo,
Rezo… Rezo para cair já!
Obrigado…
Só posso agradecer de joelhos,
Mesmo que esfolados pelo atrito,
Mesmo sentido as rótulas estalarem,
Rangerem como abutres famintos…
Hoje sou passado presente,
Ou futuro desesperado…
Inquietude… A palavra que define,
O verme que sou!
Nostálgico, afundado no destino,
Morto como eu quero!
Calca-me só mais uma vez…
Chuta-me, cospe-me a sorrir,
Afinal sou merda… Humana!

Cria a magia em mim,
Rompe-me as entranhas,
Inala meu cheiro funesto…
Salta de feliz… Já me fui!





Ares

terça-feira, junho 13, 2006

Tempestade na vida...





















Os raios rasgavam o negro do céu
Clareavam o horizonte
Mostrando o vazio do tempo
O cheiro da terra molhada
Reflectia na saudade
Pensamentos diversos...
Sentia o calmante
Relaxar a angustia...
E porquê?
Não existem porquês
Quando a razão não tolera
Não existe amor
Sem a atitude
Não existe desejo
Sem paixão
Apenas o nada sentido
Na mistura do um tudo opaco...
A carne não sente
O orgasmo morto...




Afrodite

segunda-feira, junho 05, 2006


Sem limites...




Aqui estou para ti…
Nu, despido de tudo.
Sente-me, prova a minha pele,
Arranha-me as costas,
E faz-me vibrar…
Sou o melhor dos amantes,
Sente a minha língua,
Vou destruir a tua resistência…
Vais ser minha!
(aninha… eu mando)
Quero que me ponhas na boca,
Que proves o meu sabor,
Enquanto te prendo o cabelo!
Sim, traz-me o meu sabor à boca,
Dá-me a tua língua,
E dança comigo…
Sei do que gostas,
E vais ter tudo… Tudo!
O teu corpo é o meu limite,
Estou obcecado de ti,
E deliro com o que não vejo…
Vais ser presa,
Vendada, chupada, lambida,
Lambuzada… E comida!
Literalmente comida,
Sem perdão, sem remição…
Sou o ás de trunfo…
Nasci para te ter,
Nosso corpos são um pêndulo,
Nossos sexos, a arte…
Fode-me com a tua sabedoria…
Só assim jogas ao meu nível!
(sei que jogas tão bem quanto eu)
Eu estarei ao teu…




Ares

sábado, junho 03, 2006

Quero-te nu...






















Respiro o ar da noite
Viajando alucinada
Sinto o frio do tempo
Roçar o meu corpo
Que arde de paixão...
Olho o horizonte
Procurando os teus ecos
Clamando o meu nome...
Aguardo por ti
Temendo o amanhã.
A sensação do vazio
Queima-me...
Preenches todos os espaços
Libertas os meus medos...
Ares... hoje sou tua
Sem medo da razão
E sim... quero-te nu...
Despido da vida
Num strip a dois
Alimentando o tempo perdido
Numa foda brutal
Desafiando o limite
Ardendo na fogueira dos corpos...



Afrodite

sexta-feira, junho 02, 2006


Deixa-me… (entrar)



Terça-feira…
Dormi nos teus braços,
Ou sonhei ter dormido?
Na quarta… Fiz amor contigo,
Ou foram sombras que me tocaram?
E hoje…
Que me vais fazer hoje?
Despir… Como só tu sabes?
Deusa… Meu corpo é teu,
Faz-me sentir eterno!
Amarra-me com força,
Diz-me que sou teu…Só teu!
Que és a minha dona,
Minha mulher, amiga e amante!
Abre-me os olhos e cega-me por ti!
Eu quero, eu clamo, eu peço…
Quero ser teu!
Ata-me a ti, leva-me…
Mostra-me a razão… Os caminhos,
Serão as nossas mãos,
Os desafios os nosso pés…
Olha-me!
Deixas-me entrar?
Hoje vim para dormir!
De verdade…
Sem sonhos nem sombras,
Só tu e eu,
No Olimpo do teu quarto!
Abraça-me esta noite,
Mesmo que seja única!
Eu quero…
Eu preciso, eu morro!
Ares

quinta-feira, junho 01, 2006

Espero-te...






















Deixei cair o véu negro
Ao ritmo do eco das tuas palavras
Fiquei nua... vazia...
Cravei no corpo magoado do tempo
A espada da razão...
Senti que não a tinha...
A minha guerra é comigo
Um conflito de solidão
Tu...
Sabes o que tu és?
Como posso definir em palavras
Aquilo que o sentimento não explica
Como posso expressar o que sinto
Se é mais forte que a lógica
Como posso dizer que AMO
A um guerreiro do Olimpo
Como posso dizer...
FAZ AMOR COMIGO
Nos momentos que não te sinto...
Vidas...
Ocupamos espaço terreno
Num labirinto de sentidos
Cruzamo-nos no eterno desígnio
E andamos perdidos
Hoje...
Não penses...
Faz só amor comigo...



Afrodite

quarta-feira, maio 31, 2006


Poder Divino…


Ontem não dormi!
Sentia as palavras,
Nas janelas do meu sono…
Percorri quilómetros deitado,
As voltas de mim mesmo.
Andei perdido, desci fundo,
Onde a luz opaca me tortura…
E deixei-me ficar… Horas!
Foram sete, contei-as uma a uma,
De dor sofrida, de dor (in)contida!
Acreditas…
Senti o teu abraço,
Imaginei o teu sorriso,
E o eco dos nossos corpos…
Hoje… Acordei do não sono,
Da noite não dormida,
Dos sonhos não sonhados,
E estou desnorteado…
Não te mereço!
O divino não se alcança,
O magistral não se sonha…
Tu és divinamente linda,
E magistralmente única!
Não, não desisto…
Prefiro morrer mil vezes!
Sou mediocremente forte,
Mas irremediavelmente louco!!!
Luto contra o divino,
Sujeito-me às represálias
Mutilo-me se for preciso,
Mas não te largo!
Que poder maior?
Que ordem divina?
Que teoria?
Isto é amor…
Ninguém sabe...
Nem eu próprio!
Ares

terça-feira, maio 30, 2006

Sozinha...






















Deito-me sozinha
Nos braços frios de uma cama
Entre tecidos gélidos
Nas sombras da noite
Sem ti...
Desenho um puzzle
De peças sem fim
Recordando detalhes
Mas...
O sabor da tua ausência
Congelou-me...
As peças não encaixam
Já não consigo desenhar-te
Sentes o meu medo??
A noite tortura-me
Perco o remo do meu delírio
Fico à deriva...
Ouves-me??
Transporto-me para o abismo
Aquele poço negro... fundo
Tão negro sem ecos
Os teus ecos... a tua voz...
Saudades do teu riso...
Tão lindo!!!
(acho que nunca to disse)
Agora... neste dia sem ti
Nesta solidão penosa
Aguardo em silêncio
Os fins das tuas batalhas
Ansiosa pelo homem
E ... pelo sorriso
Aquele que me leva ao Olimpo...
E me traz de volta
O menino... que fala comigo...
Saudades!!


Afrodite

segunda-feira, maio 29, 2006



És perigosa…?
(Dizes… Ternamente!)

Hoje quero-te aqui…
Saborear todo o teu perigo,
No chão do meu corpo!
Rasga-me para ti…
Sou o teu cavalo,
Monta em mim!
Quero-te de látex e chicote…
Prova-me… E põe-me à prova!
Não tenho limites,
E não deslumbro os teus…
Olha-me e sente-me,
Fura, perfura o que sou,
E descobre o que não sou…
Testa-me…
E nunca pares!
Escala por mim, hoje sou teu,
Esconde-me só para ti.
Sobe o mais que possas,
E desce até onde não possas…
Sente-me…
Corta-me com os teus dedos,
Fere-me os sentidos,
E irrompe contra mim…
Não, ainda não…!
Quero que seja divinal,
Inesquecível…
Multiplamente único!
Sobe, desce, sobe, desce,
Sente, prova, devora,
E…
Vem, vem dar-me os lábios.
E sorrir comigo,
Na dança dos corpos,
Na explosão dos sentidos!
Ares

sábado, maio 27, 2006

Entrego-me...

















Sigo na corda sem equilíbrio
Testando a minha ousadia
Desafio a paixão
Controlando a vontade
De te amar...
E tu... tentação divina
Perdição do meu corpo
Levas-me aos recantos
Do mistério carnal...
Dono de um sexo vigoroso
Enlouqueces-me...
Tudo deixa de existir
Quando nos saciamos...
Ecoamos o som do corpo
Numa luta ofegante
Deliramos em fluidos
Mergulhando na entrega
De êxtases sucessivos...
E eu olho-te...
Sinto-te...
E no limite... uma lágrima
E depois outras...
A minha entrega...
O meu desmaio...
Não largues a minha mão...
Sou tua... só tua...



Afrodite

sexta-feira, maio 26, 2006


Enquanto dormes...


Acordei repentinamente,
Tinha o braço adormecido,
E o pescoço corroído pelo cansaço…
A tua cabeça estava apoiada em mim,
Sentia o pulso trémulo!
Olhei-te assim…
Frágil, adormecida e minha!
Senti-me perdido de tudo,
Despegado do mundo…
Os meus olhos lacrimejaram…
(não consegui conter)
E revivi a noite…
Em slides, em sequência…
Cena após cena,
Beijo após beijo…
Estávamos ardentes e
Invisivelmente juntos!
Murmuraste… Sorri!
(gosto quando fazes isso…
dizes coisas que não entendo,
e amarras-me o braço com força!)
Perco-me a olhar para ti…
Ficava anos a fio assim!
A desenhar o teu rosto no meu peito,
Sem te acordar…
Só eu e tu… No mundo!
Aceitas…?
Diz que sim...

Ares

quinta-feira, maio 25, 2006

Segredos mudos...















Sinto o suor da tua vida
As marcas das batalhas
Que teimas em ocultar
Vejo as lágrimas invisíveis
Aquelas que nunca choras
E eu...
Lambo-te o rosto
Sem provar a tua língua
Percorro os teus poros
Deixando um rasto... de amor...
Não te amo!!!
(Minto-me)...
Faço do teu corpo o néctar
Da minha luxúria
Desfrutando da carne
Os pecados voluptuosos
Contigo...
Perco a lógica
O sentido real
Num sexo bruto
Para lá dos limites
Mas depois...
Durmo nos teus braços
Protegida no calor
Que nos envolve
Segredo-te palavras mudas
Com o teu gosto na boca
E...
Em silêncio...
Beijo-te
És a minha tormenta

Quando vais embora...


Afrodite

quarta-feira, maio 24, 2006

String negro...


Sabes…
Ainda te sinto em mim.
Tenho o teu cheiro impregnado,
Especialmente na ponta dos meus dedos…
Sinto o meu dedo médio… Lânguido,
Quase moribundo… Do teu sabor!
Não me sai da cabeça o teu string negro…
Adoro o negro, sabias?
Sem rendas, lacinhos ou folhinhos!
Só Tu e o string negro…
(Coração metálico… Deslumbrei!)
Quando me encostei…
Senti que me envolvias,
Mexi e remexi, mil vezes o teu cabelo…
Sofri por desesperar!
Olhava-te… Os corsários de ganga…
Infinitamente justos!
A camisola simples… Algodão?
E as formas descomunais…
Pedi!
“Faz-me subir ao Olimpo…
Deixa-me olhar teus olhos,
Provar de ti...
Teu corpo será o meu barco,
Meu, Teu leme!”
Sabes…
Julgo que me tocas ainda…
Sinto a penumbra de ti,
No limiar de mim…
És tu…
E o teu string negro!
Ares

terça-feira, maio 23, 2006

Fruto do meu desejo...






















Escondida nas vestes
Oculto o meu rosto...
Espreito-te no silêncio
Seguindo o rasto dos teus passos
Faminta do teu gosto...
O teu corpo... tu ...
A paixão do meu desejo...
És o fruto proibido
Que enlouquece minha libido
O éden do prazer
Que me algema
Num grito...
Consegues ouvir
O corpo que te clama...
Persigo-te no Olimpo
Fantasiando o espaço
Numa quimera que me tortura
Desejando o teu abraço...
Oh... como te sinto o cheiro...
Deliro absorvendo
Expondo-me à brisa
Que gela o corpo que arde

És o dilúvio no meu sexo...

Afrodite