Lágrima...

Tatuei o teu rosto,
Lambi a tua lágrima,
E desci ao fundo do fundo,
Onde tudo é nada.
Subi os teus cabelos,
Abracei os teus lábios…
Percorri as tuas encostas,
Até morrer mudo!
Contei a minha história,
Mergulhei nos teus olhos,
Subi aos teus cumes,
E voei no teu mundo…
Beijei os teus pés… Delicados,
Arranhei as tuas costas,
Perfurei o teu espaço…
Atei-me em mim de ti!
Provei a tua saliva…
Engoli para te trazer comigo.
Dos teus dedos fiz anéis,
Entrelacei cada um nos meus,
E espalhei a notícia…
Das pernas fiz pontes,
Dos braços estradas…
Da língua um sonho,
Do teu sexo o infinito…
Guardei a tua voz numa caixa,
Solto o teu eco em mim,
Rasgo a razão…
Perco-me!
És o fundo da lágrima… Lambida!
E o rosto do meu tudo vazio,
Cheio de nada… Completo de ti!
Como na música…
“Onde estiveres… Eu estou…
Onde tu fores… Eu vou!”

Tatuei o teu rosto,
Lambi a tua lágrima,
E desci ao fundo do fundo,
Onde tudo é nada.
Subi os teus cabelos,
Abracei os teus lábios…
Percorri as tuas encostas,
Até morrer mudo!
Contei a minha história,
Mergulhei nos teus olhos,
Subi aos teus cumes,
E voei no teu mundo…
Beijei os teus pés… Delicados,
Arranhei as tuas costas,
Perfurei o teu espaço…
Atei-me em mim de ti!
Provei a tua saliva…
Engoli para te trazer comigo.
Dos teus dedos fiz anéis,
Entrelacei cada um nos meus,
E espalhei a notícia…
Das pernas fiz pontes,
Dos braços estradas…
Da língua um sonho,
Do teu sexo o infinito…
Guardei a tua voz numa caixa,
Solto o teu eco em mim,
Rasgo a razão…
Perco-me!
És o fundo da lágrima… Lambida!
E o rosto do meu tudo vazio,
Cheio de nada… Completo de ti!
Como na música…
“Onde estiveres… Eu estou…
Onde tu fores… Eu vou!”
Ares
ECOS DE AMANTES
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